Sexta-feira, Junho 12, 2009

*AMORES QUE FICAM*


*Amores que Ficam*
***
Quixadá terra da saudade
Amor primeiro e juventude
Das quermesses da amizade
Do cinema, primeira atitude
Do amor que veio na idade
Na mocidade recato amiúde

Dois amigos com respeito
De um colorido sem igual
A partida doeu no peito
Uma saudade una e igual
Com brejeirice fez um preito
Deu-lhe medalha original

Santa Terezinha madrinha
Era do seu dileto amado
Uma protetora de linha
Uniu-os de fé e bom grado
Contou com esta santinha
Proteção pro seu amado

As cartas iam e vinham
Mesmo sem o teclado
Guardou-as, elas continham
Um amor do outro lado
Três anos, letras rascunham
254 entre namoro e noivado

Filhos vieram são quatro
Netos todos muito amados
De ouro as bodas em retrato
No palco da vida os achados
O amor resistiu em anfiteatro
No círculo o coração abastado

Prezados Carmen e Ademir
Que plantaram amor eterno
Entre chuvas trovões a seguir
Seca, verão, outono, inverno
Plantaram colherem porvir
Da vida o afeto em duerno

Parabéns pelo exemplo vivo
De uma duradoura união
Que hoje apenas improviso
Desfaz-se na contramão
Deus os guie sempre em riso
Segurando em vossa mão

Parabéns pela façanha vida
Que é árdua e sem medida
Nada destrói os que amam
Os olhos sempre proclamam
Só com amor somos providos
Só com Deus somos ungidos.

Sonia Nogueira *sogueira*

Hoje A Sociedade de Assistência aos Cegos, que tem
como presidente a senhora Josélia Almeida, esposa
do saudoso Dr. Waldo Pessoa
Homenageou um casal Carmen e Aldemir, que fizeram do
amor um
exemplo de vida. Mais de um século de casamento.
Compareci a festa recitando um poema em cordel

Foram também homenageados no maior jornal de
circulação da nossa cidade.
***

Terça-feira, Junho 09, 2009

*DIA DOS NAMORADOS*


*Dia dos Namorados*
***
Dia abençoado bem digo
É o dia dos namorados
O coração pede abrigo
Os olhos esperançados
Para o beijo que prossigo
Na espera dos abraços

Como presente que agarra?
Vem na cor da superstição
Uma gravata que amarra
A blusa envolve o coração
Um perfume é gambiarra
Cheirosinho é de antemão

Vamos deixar o presente
Falar de amor bem melhor
Cinema filme envolvente
Na praia o encontro a rigor
O sol bronzeado a mente
Banho com toque de amor

Um passeio de mãos dadas
Apreciando a noite ao luar
É sonho de eras passadas
Na cidade luz onde buscar
Nos farois portas fechadas
Outro olhar a nos espreitar

Flores são sempre bem vindas
Um poema cativa a emoção
Três palavras nunca findas
Zelo de coração a coração
Cura ferida apaga as fendas
Eu Te Amo que terno refrão
***
Sonia Nogueira *sogueira*

*FESTAS JUNINAS*

*Festas Juninas*
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No mês de junho é festança
Quadrilha por todos os lados
No passo o pé na chegança
Casais dançando empolgados
Num vai e vem uma aliança
Para os noivos despojados

Na fogueira vem fumaça
Os olhos abanam em leque
A comilança está na praça
Pipoca, milho, pé-de-moleque
Baião de dois é de graça
Não disfarça olha o breque

Tem mugunzá bem variado
Salgado, doce, pra escolher
Cuscuz, vatapá apimentado
Para o passo rápido aquecer
A criançada correndo do lado
Até o suor de o corpo escorrer

O balão colorido subindo
Muita atenção nesta lance
O perigo vai logo seguindo
Pode queimar não avance
Melhor brincar sem perigo
O vento sem regra é chance

O casamento vem agora
O pai da moça não permite
Senhor olhe que ela chora
O vestido não cabe acredite
Chama o padre sem demora
A safada me traiu que acinte

Chega o juiz pra completar
O moço amarrar de uma vez
A quadrilha grita sem parar
Viva os noivos não há xadrez
Vamos dançar até o sol raiar
Viva São João e todos vocês
***
Sonia Nogueira *sogueira*

Quarta-feira, Maio 27, 2009

*NÃO MORRO DE AMORES*


*Não Morro de Amores*

Pelas trevas que apagam a luz
Pela palavra que desvirtua o ser
Pelos que fortificam a árdua cruz
Pela permuta do ser pelo ter

Pela ambição sem a medida certa
Que atropela outra caminhada
Na túnica que disfarça a coberta
No falso sorriso de mão atada

No amor que sonega um abraço
Dos amigos que nunca ficaram
Da ausência que finge cansaço
Da armadilha dos que partiram

Não morro de amores pela inveja
Que entorna o copo na bandeja
Sonia Nogueira *sogueira*

Sábado, Maio 16, 2009

*AMAI PARA ENTENDÊ-LAS*


*Amai para Entendê-las*

Abro a janela numa noite rendada
O olhar extasiado voa as alturas
Indaga numa angústia abnegada
Ouves-me oh astro em formosuras

Nesta galáxia de imensa constelação
E milhares de seres da terra meta
Em qual vácuo está o outro coração
De bondade tanta que me completa

Como estrela cadente que cintilas
Leva-me como os reis Magos luz
À morada do amor na tela em trilha

Sem as amarguras os desenganos
Da futilidade que em forma de cruz
Faz do amor a fraqueza dos profanos
***
Sonia Nogueira *sogueira*

*RITMO E SEDUÇÃO*


*Ritmo e Sedução*

Ao som da melodia me dou inteira
Nos braços os laços que entrelaçam
Soa a música como som cordilheira
Numa frenética sonoridade esvoaçam

Sob o luar numa altitude serrana
Onde casais em extasiado canto
Flutuavam ao som do sanfoneiro
Uma valsa de melodia e pranto

Nada ofuscava os pares dispersos
Embalados na emoção do requinte
Como se o mundo fosse universo

Somente daquela noite e momento
Que faz sedução da melodia brinde
No fascínio dos valsantes o talento

Sonia Nogueira *sogueira*

Sábado, Maio 02, 2009

*HOMENAGEM AS MÃES*


Homenagem as Mães*

Mãe, palavra de tão pronunciada
Numa variedade de línguas e sons
Não se gasta é sempre associada
A ternura, zelo, proteção e dons

Em cada boca soa como melodia:
Primeira mamã na boca da criança
No pedido de socorro como valia
Na dor pede consolo e esperança

Como vitória pela passagem de ano
Na vibração de troféus com galhardia
Na lágrima que brota do cotidiano
A palavra mãe é grito em sinfonia

Não há classe social que diferencie
Desde o pedinte que dela debocha
Ao mais alto literato que a reverencie
É suave conforto e rija como rocha

Pelo dom que tens da procriação
Do poder de multiplicar a espécie
Usa desta força Divina no coração
Seja da mãe a heroína em série

Parabéns a todos as mães devotas
Das que regam com amor a família
Oferta sorriso faz da vida compota
Faz do abraço o caminho a trilha

Sonia Nogueira *sogueira*

Sexta-feira, Maio 01, 2009

*VENTOS QUE ME LEVAM*


*Ventos que me Levam*

Para onde nem sei e para quando
Em qual direção as velas rumam
Deixo-me levar como folha girando
Juntos o coração e olhos clamam

Vou seguindo com roteiro, in-certo
Soltando leme navegando a ermo
No porto não estás, é só deserto
Na praia só há um fruto aspermo

O vento passa soprando a pele
No frio não encontro teu calor
A mão não toca dispensa a tele

Da paisagem descrita na gravura
Nada encontro e olho o sol se por
Duas paixões dispersas nas alturas
Sonia Nogueira

Quinta-feira, Abril 23, 2009

*AO SOM DO PIANO*


*Ao Som do Piano*

Pronunciei teu nome sob o silêncio
O teclado deslizou com euforia
Em cada tecla a canção em extasia
Soava como um lampejo milênio

Os acordes balavam sob o olhar
Da emoção que esposava o som
Numa dualidade das mãos em dom
Na partitura que a leitura faz vibrar

Declinei-me na janela mirei o luar
Que deslumbrava com a melodia
Enviando um olhar de alforria
Para a canção de canto secular

O teclado balbuciou teu nome
O sol oculto piscou o sobrenome

Sonia Nogueira *sogueira*